Outro fator que levou ao cenário atual é os constantes desvio de verba pública para os "amigos do rei" ou sua capitação em obras faraônicas que apresentam resultado duvidoso. Exemplos de obras financiadas com o erário público que nos levaram ao atual cenário são:
Construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu onde o Brasil importa boa parte da energia produzida. Superfaturamento de escolas (inicialmente descoberto no inicio do governo Collor na década de 90), construção de rodovias inacabadas e a inexistência de processos de auditória pública para apurar onde o dinheiro está entregue.
Não é surpresa que nosso país é conhecido por ter uma transparência duvidosa, mais ainda quando percebemos que no ano de 2024, ano do déficit de 1 trilhão de reais, arrecadamos 3 trilhões em impostos e mesmo assim o governo viu-se numa situação deficitária. E agora, em 2025, falamos de novos aumentos de impostos quando deveríamos apurar onde esse dinheiro está indo.
Nego que o estado deva deixar a iniciativa privada tomar conta dos assuntos nacionais, mas, sem o devido processo de cuidado ao erário e a transparência, somado ao combate a corrupção, o estado estará fazendo apenas o papel de financiador de uma quadrilha interessada em seu enriquecimento pessoal, nesse ponto não falamos mais em esquerda ou direita e sim no cenário Brasil, combater os grupos de interesse e clamar por transparência de onde nosso dinheiro está indo é o mínimo como cidadão.
Façamos desse cenário catastrófico uma reflexão de como a população vem cobrando seus ditos "representantes" e como podemos protagonizar essa mudança, não somente nas urnas, mas nas redes sociais com cobranças e exposições do óbvio aos cegos.