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O que não podemos, de forma alguma, é temer levar o Cristo à Assembleia dos Povos. “Aquele que me confessar, eu também o confessarei a meu Pai”, disse-nos ele. E de outra feita: “ninguém acende a candeia para a colocar debaixo do armário, mas para pô-la em cima, a fim de que ilumine”. E ainda: “o que vos digo em segredo, deveis anunciar do alto dos terraços”.
De mim, digo: nesta hora de dissimulações, excessivas prudenciais, ardis habilidosos, não sei recuar pelo temor da derrota. Em minha Pátria, quando se pretendeu dissuadir um deputado de apresentar o projeto da entronização da imagem do Crucificado no Parlamento, por se recear uma derrota em plenário, ele respondeu: “Não importa; o Cristo nunca temeu ser vencido pelos homens, e de fato o foi, nos tribunais e pelo voto do próprio povo; mas a sua derrota aparente constituiu a maior das vitórias de todos os tempos”. O projeto foi apresentado e saiu triunfante. Outros parlamentares o imitaram e hoje, em todas as Assembleias Legislativas dos Estados Federados do Brasil, e na própria Câmara Alta da República, o Cristo, em lugar de honra, fala à consciência dos legisladores do meu país.
Nada, pois, de dubiedades e temores vãos. O mundo precisa do Cristianismo. Será um crime por omissão, fazer passar o Cristo em contrabando pelas fronteiras dos interesses dos Estados. Levemo-lo, às claras, com aquela coragem dos primeiros cristãos, tão urgentemente necessária nos dias de hoje.