Mas a principal descoberta de A Investigação é ainda mais grave: Moraes distorceu o material.
Mais da metade do texto útil de sua decisão veio dessas peças. O ministro omitiu as 28 graduações de confiança, apagou seis advertências sobre a ausência de valor probatório, eliminou hipóteses alternativas e atribuiu à PF conclusões que o próprio dossiê não apresenta.
Em um dos pontos centrais, Moraes afirmou que Mendonça direcionou uma diligência “única e exclusivamente” contra ele. A fonte citada diz outra coisa: os nomes examinados decorreram das mensagens presentes no material pericial e não foram escolhidos pelo relator.
A comparação também encontrou dez erros nas passagens colocadas entre aspas e 23 possíveis vícios e inconsistências na decisão.
E há a hipocrisia.
No Radiolão, Moraes acusou a campanha de Jair Bolsonaro de usar um relatório apócrifo. Agora, baseou uma acusação contra outro ministro em quatro peças sem autoria declarada.
Acusou Mendonça de entregar à PF uma decisão sem assinatura, mas usou documentos não assinados para acusá-lo. Criticou a exposição de dados de terceiros, mas levantou o sigilo e expôs pessoas que o próprio dossiê não vinculava a irregularidades. Apontou a falta de vista prévia à PGR como anomalia, mas decidiu e publicou sua acusação antes de dar apenas “ciência” ao órgão.
Leia:
ainvestigacao.com/p/moraes-disto…
https://x.com/david_agape_/status/2095870714075136403
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David Ágape (@david_agape_) on X
Passamos a madrugada analisando o dossiê apócrifo usado por Moraes para incluir André Mendonça no Inquérito das Fake News.
Encontramos um show de irregularidades e hipocrisia.
O dossiê da PF já…
September 4, 2026 1.1K 11