Se você acha que o caso "Vorcaro e Banco Master" nunca haviam acontecido antes no Brasil, você é só mais um enganado pelo $i$tema, e idiota útil do mantra "Direita X Esquerda", de ocasião. Há 30 anos esses casos existem, e não apenas centralizados no Planalto Central.
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Vários bancos brasileiros de grande e médio porte fecharam suas portas, sofrendo intervenção ou liquidação extrajudicial pelo Banco Central (BC) após a descoberta de fraudes contábeis, desvios e esquemas de corrupção confirmados ou amplamente punidos pela Justiça criminal e administrativa.
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Bora recordar os mais famosos e notórios? Então pega o seu tira-gosto predileto, e uma boa bebida. Abaixo estão os casos mais notórios da história financeira do país, detalhando as instituições, os escândalos e os seus respectivos donos ou principais administradores responsabilizados:
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💸 Banco Nacional (1995) 💸
O banco faliu após o Banco Central descobrir uma massiva fraude contábil que ocultava um rombo bilionário. A diretoria utilizou mais de 600 contas correntes fictícias (fantasmas) para simular empréstimos e inflar falsamente os ativos. O caso impulsionou a criação do Proer (programa de socorro aos bancos) pelo governo federal.
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Marcos Magalhães Pinto (controlador e ex-presidente), e outros diretores, foram condenados pela Justiça Federal por crimes contra o sistema financeiro, gestão fraudulenta e formação de quadrilha. O Banco Nacional foi um dos principais patrocinadores de um ídolo do nosso esporte, e sempre lembrado no dia Primeiro de Maio (data de sua fatídica m0rt3), Ayrton Senna.
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💸 Banco Econômico (1995) 💸
Era o banco privado mais antigo do país. Sofreu intervenção e posterior liquidação extrajudicial por insolvência e maquiagem de balanços. Investigações comprovaram desvios de recursos, esquemas de favorecimento político e a existência de um patrimônio líquido fictício que mascarava um rombo de bilhões de reais.
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Ângelo Calmon de Sá (controlador e ex-ministro nos governos Geisel e Collor), foi processado e condenado por gestão fraudulenta e desvio de recursos em decisões ratificadas pela Justiça Federal. No ano de 1996 o banco é adquirido por Ezequiel Nasser, e torna-se Excel Econômico. Em 1997, entra no futebol patrocinando o Corinthians, o Botafogo, o Vitória e o América-MG. Após passar por dificuldades financeiras foi adquirido em 1998 pelo Banco Bilbao Vizcaya. Até hoje existem controvérsias quanto ao valor pago pelo Banco Bilbao Vizcaya. Enquanto que em 1998 se dizia que o BBV pagou a quantia de US$ 500 milhões pelo controle acionário do Excel, em 2004 fora denunciada uma quantia simbólica de R$ 1.489.
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💸 Banco Santos (2005) 💸
O Banco Central decretou a intervenção e a falência do banco após constatar um rombo bilionário decorrente de fraudes cambiais, desvio de dinheiro e uma prática conhecida como "operação casada", na qual a concessão de empréstimos legítimos era condicionada à aquisição de debêntures sem valor de empresas de fachada.
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Edemar Cid Ferreira (fundador e administrador do banco), foi condenado pela Justiça Federal a 21 anos de prisão por gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, tornando-se um dos casos de punição corporativa mais emblemáticos do país. No dia 15 de junho de 2012, Edemar foi um dos quatro Brasileiros listados, juntamente com o então Deputado Paulo Maluf e o banqueiro Daniel Dantas, pelo Banco Mundial em uma lista de 150 casos internacionais de corrupção. O projeto do Banco Mundial chamado de "The Grand Corruption Cases Database Project" contém casos em que foram comprovadas movimentações bancárias de pelo menos 1 milhão de dólares. Na Ocasião Edemar declarou sobre o episódio "as constatações, interpretações e conclusões expressas no banco de dados não refletem necessariamente a opinião dos diretores executivos do Banco Mundial ou dos governos que eles representam".
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💸 Banco Cruzeiro do Sul (2012) 💸