Renan Santos, do MBL/Missão, consegue ser ainda mais embusteiro na retórica que Pablo Marçal. Mais preocupante, porém, é o projeto que apresenta no Livro Amarelo: uma visão tecnocrática que pretende fundir municípios considerados “inviáveis”, reduzindo comunidades políticas a números, indicadores e custos administrativos.
O problema é maior que Renan. A polarização entre extremos abre espaço para uma suposta “terceira via” que se apresenta como moderna, pragmática e eficiente, mas pode acabar esvaziando a própria democracia em nome da gestão.
É preciso lembrar que existe outra terceira via: a tradição política aristotélico-tomista, fundada no bem comum, na subsidiariedade, na participação política e na dignidade da pessoa humana. Uma política que não trate o cidadão como variável estatística nem a comunidade como simples unidade administrativa.
Como ensinou Gilberto Freyre, “o catolicismo é o cimento da unidade nacional”. Fora de uma política enraizada na pessoa, na comunidade, na história e no bem comum, a suposta modernização pode ser apenas outra forma de barbárie.
Ver menos