Em seu ensaio "Notes on Nationalism" (1945), Orwell elimina qualquer relativismo semântico e traça uma linha técnica clara entre os dois conceitos, dissecando o comportamento político das massas.
Para o autor, o patriotismo é por natureza defensivo e ancorado no afeto. Trata-se da devoção orgânica a um lugar e a um modo de vida específicos, reconhecidos como os melhores para o próprio povo, mas sem a pretensão arbitrária de impô-los ao resto do mundo. É o amor genuíno e protetor ao lar.
Em franco contraste, o nacionalismo é diagnosticado como uma força inseparável do desejo por poder e dominação. O nacionalista abdica da própria individualidade para se fundir a uma nação ou grupo, operando em uma lógica contínua de rivalidade, ressentimento e superioridade. O foco deixa de ser a preservação cultural e passa a ser a obsessão por prestígio competitivo frente aos demais.
Uᴍ ᴄʟɪǫᴜᴇ, ᴍɪʟ ᴄᴜʀɪᴏsɪᴅᴀᴅᴇs
Iɴsᴄʀᴇᴠᴀ-sᴇ
@Curio_X














