#Coluna | Michel Goulart da Silva
O partido, a guerra e a revolução
No dia 28 de julho de 1914 teve início a Primeira Guerra Mundial. Essa era uma conjuntura em que o movimento operário europeu tinha ainda como principal referência política o Partido Social-Democrata Alemão (SPD) e outros partidos que formavam a Segunda Internacional. O SPD, em 4 de agosto de 1914, traiu os interesses dos trabalhadores, votando a favor dos créditos de guerra e, dessa forma, apoiando o governo burguês e o discurso chauvinista germânico. Os revolucionários alemães da Liga Spartacus afirmavam que a guerra então em curso era uma expressão da dominação burguesa, denunciando em dezembro de 1918:
“A burguesia com sua dominação de classe, essa é a verdadeira culpada pela guerra mundial – tanto na Alemanha quanto na França, tanto na Rússia quanto na Inglaterra, tanto na Europa quanto na América. Os capitalistas de todos os países são os verdadeiros instigadores da matança dos povos”.1
Segundo os revolucionários alemães, a guerra seria responsável pela destruição de meios de produção e da força produtiva e pela morte dos próprios trabalhadores.
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No dia 28 de julho de 1914 teve início a Primeira Guerra Mundial. Essa era uma conjuntura em que o movimento operário europeu tinha ainda
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