Coluna | Michel Goulart da Silva Cinema imperialista na América… — Contrapoder — TG.ME

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Cinema imperialista na América Latina

O cinema latino-americano construiu, ao longo do século XX e início do XXI, uma trajetória marcada por desafios próprios das sociedades dominadas pelo imperialismo, o que se expressa, de um lado, na exploração econômica e, de outro, na construção de formas de resistência política e cultural. Desde a chegada do cinema, no final do século XIX, a produção regional oscilou entre a cópia de padrões estrangeiros e a busca de expressões autênticas, em especial a partir da década de 1960.
Essa cinematografia mostrou desde dificuldades básicas, provocadas pelos limites estruturais, até lampejos de genialidade, sendo possível destacar nomes como Nelson Pereira, Glauber Rocha, Tomás Alea, Fernando Solanas, entre outros. Os cineastas latino-americanos, ao longo desse mais de um século, procuraram trabalhar a partir das condições objetivas encontradas, marcadas por um desenvolvimento atrasado das forças produtivas e burguesias atreladas aos interesses do imperialismo e dependente das ações de fomento oriundas do Estado.

Na década de 1960, o chamado Novo Cinema Latino-Americano procurou articular uma resposta à dominação técnica e ideológica do modelo hollywoodiano, inspirando-se em escolas como o Neorrealismo italiano e a Nouvelle Vague francesa. Esse cinema também se expressou pelo engajamento político de seus cineastas, realizando obras de crítica tanto às condições sociais de seus países como à dominação imperialista. Em 1964, o cineasta argentino Fernando Birri, um dos expoentes dessa cinematografia, dizia:

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Cinema e imperialismo na América Latina - Contrapoder
O cinema latino-americano construiu, ao longo do século XX e início do XXI, uma trajetória marcada por desafios próprios das sociedades dominadas pelo imperialismo, o
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January 15, 2026 214 1