🇺🇸 Semana começa com “superquarta” e um tempero extra: sucessão no Fed + big techs.
■ A primeira superquarta do ano (Fed + Copom) tende a vir com juros estáveis, então o jogo de verdade está nos recados e no tom dos comunicados.
■ Nos EUA, além do FOMC, o mercado está obcecado pela escolha do sucessor do Powell. O medo é simples: Trump colocar alguém mais “moldável” e o prêmio de risco voltar para a mesa.
■ No radar de apostas, Rick Rieder ganhou tração forte (liderando Polymarket e Kalshi), e a leitura é que, se for ele, o mercado engole melhor. Kevin Warsh segue como nome grande, com Hassett e Waller correndo por fora.
■ E tem o segundo gatilho clássico de volatilidade: temporada pesada de balanços. Quarta concentra Microsoft, Meta, Tesla (e mais), quinta vem Apple e Amazon. É onde o mercado pode virar de humor rápido.
🌍 Trump não largou o osso e agora puxou o Canadá para a roda.
■ O presidente ameaçou tarifa de 100% se o Canadá avançar em acordo com a China envolvendo veículos elétricos e redução de tarifas para produtos agrícolas canadenses.
■ É mais um capítulo do “tarifaço como instrumento político”, o que mantém a rotação global de fluxo para fora dos EUA viva e, por tabela, segue ajudando emergentes.
🛢 Geopolítica deu uma trégua, mas não morreu.
■ No fim de semana, Trump voltou a dizer que o acordo para a Groenlândia está “em construção” e prometeu novidades em duas semanas.
■ O ponto prático é que qualquer frase nova nessa novela ainda tem poder de mexer com dólar, risco e petróleo.
📈 Onde o mercado realmente está olhando nesta semana
■ Não é só superquarta: é superquarta + sucessão do Fed + big techs. Isso é “semana de preço”, não de narrativa.
■ Hoje tem duráveis nos EUA. Ao longo da semana: confiança do consumidor, balança, ISM, e vários BCs (Chile, Canadá, África do Sul, Colômbia).
🇧🇷 Brasil: aqui a semana é bem mais “macro raiz” do que lá fora.
■ Amanhã sai o IPCA-15 de janeiro, que deve confirmar que inflação não está “mole”: pressão em alimentos e serviços segue como o calcanhar de Aquiles, porque o mercado de trabalho continua quente.
■ Sexta vem a trinca que mexe com Copom de verdade: PNAD (desemprego), Caged e dados fiscais (resultado primário e dívida/PIB), além do IGP-M.
■ E hoje o BC solta setor externo (conta corrente e IDP) + Focus cedo.
📊 O resumo do fechamento mais recente (sexta) mostra o tamanho da festa...
■ Ibovespa fechou em alta de 1,86%, aos 178.858,54, depois de bater 180 mil no intraday.
■ Fluxo estrangeiro segue como combustível central: o texto fala em mais de R$ 12 bi entrando em ações só em janeiro, com salto relevante vs. ano passado.
■ Petrobras acelerou de novo (PN +4,35%, ON +3,97%) e Vale brilhou (+2,46%), ambos surfando o combo “compra Brasil” + rotação global.
■ Bancos continuam no colo do gringo: BB +3,54%, Bradesco PN +2,41%, Itaú +1,14%, Santander +1,68%.
💱 Câmbio e juros: aqui está a parte mais importante para a leitura de Copom
■ O dólar ficou praticamente estável (+0,03%) a R$ 5,2862, sem conseguir “reagir” nem com petróleo forte. O real segue com cara de carry + fluxo.
■ A curva ficou comportada na ponta curta e cedeu um pouco no longo: DI Jan/27 13,695%, Jan/29 13,025%, Jan/31 13,345%, Jan/33 13,530%.
■ O mercado está voltando a flertar com corte em março, e isso tem a ver com o câmbio ajudando na desinflação na margem.
🌍 Lá fora: dólar apanhou, iene puxou o movimento e Treasuries respiraram
■ O DXY caiu 0,77% para 97,599 (pior semana desde junho).
■ Iene disparou 1,58% (USD/JPY 155,90) com rumor de intervenção. Euro +0,50% (1,1822) e libra +0,90% (1,3631).
■ Treasuries devolveram estresse: 2y 3,597%, 10y 4,232%, 30y 4,832% (todos em leve queda).
■ Bolsas: Nasdaq +0,28%, S&P 500 +0,03%, Dow -0,58% (bancos pesaram).
■ Brent +2,84% a US$ 65,88, ainda com Groenlândia/Irã no pano de fundo e impacto de clima nos EUA.
🏦 Brasil: ruído Master continua e pode aparecer no preço
■ A semana tem depoimentos (Master/BRB) e bastidor forte no STF.
Thiago Pedroso CFP®️
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