São Bernardo é um Santo que marca toda uma época. Quando falamos de século XII, falamos do século de São Bernardo; quando falamos de Idade Média, falamos de São Bernardo; quando falamos das Cruzadas, falamos de São Bernardo.
Ainda jovem, quando ouve falar de uma nova Ordem, desconhecida da maioria, perdida e na miséria, se convence de nela ingressar. Os familiares tentam impedi-lo, e São Bernardo, com pena de deixar seus familiares, convence-os e leva-os todos para o mosteiro de Claraval.
Falamos de um mero abade, de uma ordem recém-criada, a quem obedeciam bispos, reis e até Papas. São Bernardo era um verdadeiro ícone de sua época, todos o conheciam, e todos seguiam os seus conselhos e direcção.
Será preponderante na chamada às armas para defender a Terra Santa, naquilo que foi a Segunda Cruzada.
Foi, igualmente, patrocinador do estabelecimento dos fundamentos do Reino de Portugal enquanto realidade internacional independente e autónoma. Em correspondência com o Beato Rei Dom Afonso Henriques, é São Bernardo quem dirige a fundação do Mosteiro de Alcobaça, que será o ninho espiritual e intelectual de Portugal.
É também São Bernardo quem entusiasticamente incentiva a fundação e escreve a Regra da Ordem do Templo (Templários), cuja importância a defesa do Estandarte de Nosso Senhor Jesus Cristo na Terra Santa todos conhecemos. Acaba por ser mais uma influência indirecta em Portugal, uma vez que esta Ordem será fundamental para a formação de Portugal enquanto Reino, tanto enquanto Identidade Nacional e Espiritual (Portugal como Reino Missionário e Cruzado).
Bernardo será sempre destacado pela sua austera vida, mesmo para um monge. Os seus imprudentes jejuns lhe renderam úlceras, as quais serão, posteriormente, causa de sua morte. Muito dedicado à oração e à penitência, não possuía aptidão para o trabalho físico — por isto, muito se dedicou ao estudo.
Será decisivo para a consolidação da devoção a Nossa Senhora em toda a Igreja e será um dos maiores Apóstolos e escritores marianos de todos.
Tão belos são os seus Sermões, palavras e escritos, que ostenta perante a História o título de Doutor Melífluo (língua de mel).
São Bernardo, rogai por nós!