No processo sobre o acidente do funicular Glória, foram deduzidas acusações a mais dois intervenientes. Os estatutos de arguidos foram atribuídos ao antigo diretor de manutenção da empresa de transportes Carris e ao proprietário da empresa MNTC, responsável pela manutenção do funicular.
Uma fonte ligada à exploração disse que, aquando da montagem, em setembro de 2024, o cabo alongou-se de tal forma que foi necessário cortá-lo. O mesmo aconteceu dois anos antes: em dezembro de 2022, foi retirado um troço de 4,5 metros a um cabo de 276 metros, para que as cabines ficassem devidamente alinhadas.
Além disso, no certificado do fabricante era indicado de forma expressa que aquele cabo não podia ser utilizado com um dispositivo que permitisse que ele rodasse em torno do seu eixo no ponto de fixação às cabines. Este aviso foi, no entanto, ignorado.
