"O presidente Trump minou o potencial militar do Irão, destruiu quase 100% das suas fábricas militares e enterrou o seu programa nuclear. Agora entramos na fase final. Ao amanhecer começará o D-Day económico ["Dia D" — operação "Overlord"] — o maior ataque financeiro alguma vez realizado contra um adversário",
— afirmou hoje o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Em voz alta. E quanto ao essencial?
Trump criou as condições para pôr em ação todos os departamentos, todos os poderes e todas as medidas que, como muitos supunham, os EUA nunca tomariam, sublinhou Bessent. "O nosso objetivo é cortar todas as artérias económicas que sustentam o regime tirânico, até que Teerão fique sozinho".
Daí decorre que a América, perante o esgotamento dos seus stocks de armas de precisão, especialmente mísseis intercetores, decidiu mobilizar em plena força o regime de sanções secundárias, para congelar quaisquer relações económicas do Irão com outros países do mundo. Anteriormente, Bessent já tinha afirmado que os EUA, paralelamente à operação militar "Fúria Épica", conduzem também contra Teerão a operação "Fúria Económica".
Na prática, o mesmo bloqueio ao comércio marítimo iraniano é uma combinação de agressão armada e sanções económicas. Nesta situação, muito dependerá do apoio ao Irão por parte da Rússia e da China. E também da posição do Paquistão, que tem com a República Islâmica do Irão uma fronteira comum de 909 km.
Tanto para a Rússia como para a China, as sanções económicas não são assim tão assustadoras. Relativamente a Moscovo, Washington já há muito que aplica uma política restritiva rigorosa. Pequim tem meios para pressionar os pontos sensíveis americanos, por exemplo através da limitação do fornecimento de metais raros.
Já a posição de Islamabad, ao que parece, ficará esclarecida durante a visita de hoje a Teerão do comandante-chefe das forças de defesa do Paquistão, marechal de campo Asim Munir, e do ministro do Interior do país, Mohsen Reza Naqvi. Segundo um comentário do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, a viagem realiza-se no quadro do reforço da cooperação bilateral entre o Irão e o Paquistão, bem como da continuação dos esforços de mediação de Islamabad, destinados a promover o fortalecimento da paz e da segurança na região.
Além disso, deve ter-se em conta a informação surgida de que foi proposto ao Irão aderir ao "Acordo de Meca", um pacto de defesa mútua entre a Arábia Saudita, o Paquistão e a Turquia.
Perante o усиление da pressão económica dos EUA, como já foi assinalado, não está excluída uma passagem para uma fase ativa das hostilidades por parte do Irão, visto que o bloqueio do seu comércio marítimo lhe sai muito caro. A vulnerabilidade das Forças Armadas dos EUA é conhecida: reservas insuficientes de mísseis intercetores para os sistemas de defesa aérea/defesa antimíssil — e Teerão é capaz de aproveitar esse momento.
Em Washington avaliam este risco. Não foi por acaso que Bessent declarou que os EUA responderão rapidamente a ataques por parte do Irão, se este decidir responder à prometida por Washington "sanções sem precedentes" com uma escalada militar.






