“Este livro foi escrito logo após o término da Revolução Constitucionalista e jamais esteve nas cogitações do autor dá-lo à publicidade.– Augusto de Souza Queiroz, combatente soldado na revolução constitucionalista de 1932 no prefácio de livro de sua autoria: Batalhão 14 de Julho – Revolução Constitucionalista de 1932. Escrito prefácio e dedicação em São Paulo, Janeiro de 1982.
Foi fruto, apenas, da necessidade incontrolável que sentiu o combatente de 32, recém-vindo das trincheiras, de extravasar por escrito tudo o que viu, sentiu e viveu naqueles dias gloriosos e terríveis, que lhe marcaram a alma indelevelmente.
Agora, porém ao se aproximar o cinquentenário da epopeia paulista, dois imperiosos motivos o levam a publicá-lo.
O primeiro, mas não o principal, é o desejo manifestado por muitos companheiros de campanha de marcar a data que se celebra com mais um testemunho do que foi a atuação daquele Batalhão improvisado e bisonho, integrado quase todo por universitários, mas transformado em tropa indômita pelo só efeito do grande ideal que galvanizou São Paulo.
O segundo, e sem dúvida o mais forte, é a intenção de trazer à lembrança da atual juventude paulista, desiludida e indiferente a quase tudo, que em suas veias corre o ardente e altivo sangue bandeirante, que está apenas adormecida em seu peito a velha fibra da raça que nos seus maiores se manifestou em 32, e fazê-la, enfim, acreditar que onde houver um grande ideal pelo qual se bater, lá os paulistas de ontem, de hoje e de amanhã, sempre saberão dizer: presente!”
“Para um rapaz de 20 anos da geração de 32 não existia essa palavra, a palavra "medo" era inexistente – Nós estávamos dispostos a qualquer sacrifício, lutando pelo S. Paulo! [...]”– Augusto de Souza Queiroz, em uma entrevista à equipe de reportagem do Globo Repórter na edição de Julho de 1992, exibida em verdadeiro documentário histórico e com mais relatos de combatentes veteranos que lutaram por S. Paulo livre.

