🌏INTERNACIONAL
Os mercados globais operam em compasso de espera nesta sexta-feira (28), à espera do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, no simpósio anual de Jackson Hole, no Wyoming. O mercado busca sinais sobre as condições em que o Fed estaria disposto a ajustar os juros.
Nos Estados Unidos, os futuros do Dow Jones sobem 0,12%, os do S&P 500 recuam 0,04% e os do Nasdaq 100 cedem 0,26%. Na Europa, os principais índices operam no positivo: DAX sobe 0,58%, CAC 40 avança 0,98% e FTSE 100 tem ganho de 0,22%. Na Ásia, o pregão fechou misto: Nikkei teve alta de 0,38%, Hang Seng avançou 0,07%, Kospi cedeu 1,79% e Xangai caiu 0,11%. O petróleo WTI cai 0,20%, a US$ 83,36 o barril, e o Brent recua 0,11%, a US$ 88,42 o barril.
Confira as cotações às 7h10:
Bolsas mundiais:
• S&P 500 Futuro -0,04%
• Nasdaq Futuro -0,26%
• Dow Jones Futuro +0,12%
• FTSE +0,22%
• Nikkei +0,38%
• Kospi -1,79%
• Shanghai -0,11%
Commodities:
• Petróleo WTI (out) -0,44%, a US$ 83,16 o barril
• Petróleo Brent (nov) -0,40%, a US$ 89,34 o barril
• Ouro (dez) -0,15%, a US$ 4.656,90 por onça troy
Outros:
• Índice do dólar (DXY) +0,06%, a 99,20 pontos
• Bitcoin -0,87%, a US$ 79.363,24
• Treasury 10 anos: 4,688%, acima de 4,672% do ajuste anterior
• Treasury 2 anos: 4,236%, acima de 4,232% do ajuste anterior
Ainda nos Estados Unidos, o discurso de Kevin Warsh hoje em Jackson Hole será o primeiro dele como membro votante permanente do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC). O mercado tenta antecipar o critério para uma eventual alta de juros em setembro, após uma reunião dividida do Fed e dados que mostram desaceleração da inflação e do mercado de trabalho, mas ainda pouco conforto para o banco central.
No campo geopolítico, o chanceler do Irã, Seyed Abbas Araghchi, disse hoje que um retorno às negociações diplomáticas com os Estados Unidos não está descartado, mas condicionou a reabertura do Estreito de Ormuz ao fim de todas as guerras em curso no Oriente Médio. Após negociações com autoridades do Catar para reabrir uma rota segura de trânsito pelo Estreito de Ormuz ontem, o chanceler iraniano disse que uma eventual retomada das conversas com Washington depende de os americanos reconhecerem que pressão não é uma estratégia eficaz.
Na Zona do Euro, a confiança de empresas e consumidores subiu em agosto, apesar da incerteza persistente sobre a duração e a intensidade da guerra entre Estados Unidos e Irã. O indicador de confiança econômica da Comissão Europeia avançou de 97,1 em julho para 98,4 nesta sexta-feira.
Na Europa, o crescimento da economia francesa ficou estagnado no segundo trimestre, com revisão para baixo divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos da França (Insee), que reduziu a leitura preliminar de expansão de 0,2% para estabilidade, após a economia ter recuado 0,2% no primeiro trimestre. Na comparação anual, o PIB francês cresceu 0,5% no período. A queda dos estoques retirou 0,7 ponto percentual do crescimento, compensando a alta de 0,3% do consumo e o avanço de 2,9% das exportações. O ministro da Economia e Finanças da França, Roland Lescure, disse que o resultado é "o primeiro impacto do verão horrível que tivemos", marcado por uma sucessão de ondas de calor, seca e incêndios florestais.
Na Alemanha, a taxa de desemprego ficou estável em 6,4% em agosto, no mesmo patamar de julho. Já na Espanha, a inflação acelerou para 4,3% ao ano no mês, ante 3,6% em julho, acima da expectativa de mercado de 4,2% e no maior nível desde fevereiro de 2023, impulsionada principalmente pelo aumento dos preços de energia após a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que elevou as cotações do petróleo bruto.