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Segundo Dutra, havia pressão para que o acampamento em frente ao Quartel-General do Exército fosse desocupado ainda naquela noite.

O general alertou que uma ação sem planejamento poderia terminar “com sangue”.

De acordo com seu relato, Lula respondeu que isso “seria uma tragédia” e disse:

“General, isola a praça e prende todo mundo amanhã.”

Depois da conversa, a operação noturna foi adiada e o local, isolado.

É aqui que surge uma das declarações mais impressionantes do depoimento.

Segundo Dutra, os próprios acampados interpretaram a movimentação do Exército como uma ação de proteção:

“As pessoas acharam que estávamos fazendo para protegê-las e foram dormir.”

Na manhã de 9 de janeiro, chegaram os ônibus e a Polícia Militar. Segundo o general, os acampados foram informados de que seriam conduzidos à Polícia Federal para uma triagem.

A sequência relatada pelo comandante é marcante: conversa com Lula, isolamento do acampamento, pessoas acreditando que estavam sendo protegidas e indo dormir e, horas depois, a operação de condução e prisão.

O depoimento não prova que o isolamento tenha sido planejado para enganar os acampados.

Mas registra que, enquanto a operação do dia seguinte já estava sendo preparada, pessoas dentro do acampamento interpretaram a presença do Exército como proteção.

https://x.com/paulazanelli/status/2100370751131918461

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September 17, 2026 1.4K 25