CAPÍTULO 3 — O CORAÇÃO DO REI Adrian passou a noite inteira… — O HERÓI DO APOCALIPSE TEM TRÊS ESPOSAS — TG.ME

CAPÍTULO 3 — O CORAÇÃO DO REI

Adrian passou a noite inteira investigando Helena.

Descobriu onde ela havia nascido, quem eram seus pais, onde havia estudado e até quem havia ajudado sua família nos últimos anos.

Nada parecia suspeito.

Mas a carta continuava em sua mente.

Na manhã seguinte, Helena percebeu que Adrian estava diferente.

— Aconteceu alguma coisa?

— Não.

— Está mentindo.

Ele levantou os olhos.

— Você sempre fala assim com o rei?

— Só quando o rei está claramente escondendo alguma coisa.

Adrian quase sorriu.

Mas conteve-se.

— Helena, se descobrisse que alguém próximo a você estivesse envolvido em uma conspiração, o que faria?

Ela pensou por alguns segundos.

— Descobriria a verdade.

— Mesmo que doesse?

— Principalmente se doesse.

Adrian ficou em silêncio.

Ele queria confiar nela.

Mas também tinha medo.

Depois de tantos anos cercado por traições, confiança era um luxo que ele não podia oferecer facilmente.

Naquela tarde, Helena encontrou uma antiga caixa escondida entre os pertences de sua mãe.

Dentro havia uma carta.

Era uma carta escrita pelo antigo rei.

Helena começou a ler.

As mãos tremiam.

A carta dizia que, anos atrás, o rei havia descoberto uma conspiração dentro da própria corte.

E havia mencionado uma criança.

Uma criança que deveria ser protegida.

Helena não entendia.

Até encontrar uma pequena medalha dentro da caixa.

A mesma medalha que Adrian usava desde criança.

Ela correu até o rei.

— Majestade!

Adrian se levantou.

— O que aconteceu?

Helena entregou a medalha.

Ele ficou pálido.

— Onde conseguiu isso?

— Estava entre as coisas da minha mãe.

Adrian segurou o objeto.

Então percebeu algo gravado no verso.

Um símbolo real.

— Sua mãe nunca contou por que tinha isso?

— Não.

Adrian começou a juntar as peças.

Talvez Helena não tivesse sido enviada para ele.

Talvez sua família tivesse sido envolvida na conspiração sem saber.

Mas havia uma possibilidade ainda mais surpreendente.

Helena poderia ter ligação direta com a antiga família real.

Antes que pudesse explicar, as portas do salão foram abertas.

Soldados entraram.

— Majestade, recebemos uma ordem para prender Helena.

Adrian se colocou imediatamente à frente dela.

— Quem deu essa ordem?

— O Conselho Real.

— Eu sou o rei.

O soldado abaixou a cabeça.

— Perdoe-nos, Majestade, mas a ordem possui o selo real.

Adrian pegou o documento.

Seu próprio selo estava ali.

Mas ele não havia assinado nada.

Alguém havia falsificado sua ordem.

— Ninguém toca nela.

O salão ficou em silêncio.

Adrian puxou a espada.

— Quem tentar prendê-la estará desafiando a coroa.

Helena olhou para ele.

— Por que está fazendo isso?

Adrian respondeu sem hesitar:

— Porque confio em você.

Era a primeira vez que ele dizia aquilo.

E Helena sentiu que aquelas palavras significavam muito mais do que pareciam.

Mas naquele momento, uma explosão ecoou do lado de fora.

O palácio entrou em caos.

Guardas correram pelos corredores.

Adrian segurou a mão de Helena.

— Venha comigo.

— Para onde?

— Para um lugar seguro.

Eles atravessaram passagens secretas até chegarem a uma antiga sala subterrânea.

Adrian fechou a porta.

Helena percebeu que ele estava ferido no braço.

— Você está sangrando.

— Não é nada.

Ela rasgou um pedaço de tecido e começou a cuidar do ferimento.

Os dois ficaram em silêncio.

Depois de alguns segundos, Adrian falou:

— Passei minha vida acreditando que ninguém poderia chegar perto de mim.

Helena levantou os olhos.

— E agora?

Ele segurou a mão dela.

— Agora percebo que estava errado.

Helena ficou sem palavras.

Adrian continuou:

— Você conseguiu chegar onde ninguém jamais chegou.

No coração daquele rei havia finalmente surgido algo que ele não conseguia controlar.

Sentimento.

Mas antes que pudessem dizer qualquer coisa, ouviram passos do outro lado da porta.

Alguém havia encontrado a passagem.

Adrian puxou Helena para trás.

A porta começou a ser arrombada.

Ele segurou a espada.

— Fique atrás de mim.

Helena respondeu:

— Não.

— Helena...

— Eu não vou fugir.

A porta se abriu.

E quem entro
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September 3, 2026 6.1K 1