3⃣ COORDENADOR OCULTO
Michael Cunha relata ainda que, durante a diligência, por volta das 8h, o site Metrópoles publicou fotos internas do escritório de Tomaz.
Ao questionar Gherardi, este admitiu que compartilhou as imagens com a coordenação da operação, sem identificar quem seria o “coordenador” e alegando que, se houve vazamento para a imprensa, “tal fato não decorreu de sua conduta pessoal”.
O registro de imagens internas do escritório de advocacia estava expressamente vedado por Mendonça em sua decisão, assim como a apreensão de qualquer material vinculado a sigilo profissional ou a pessoas estranhas ao objeto da diligência.
Todo o acervo apreendido deveria, inclusive, ser submetido à triagem prévia de seu gabinete.
Porém, durante a busca, o delegado insistiu em levar documentação sem relação com a investigação.
Ao ser confrontado pelo advogado e obrigado a registrar tudo no auto de apreensão, Gherardi desistiu de algumas pastas.
Mas fez questão de tirar foto de tudo.
Cunha percebeu que as imagens eram enviadas a um destinatário que o delegado identificou apenas como “coordenador” da operação.
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1September 9, 2026 33